Primeiramente, devo desculpar-me pela demora exagerada em atualizar o blog. Mas tenho boas razões para não tê-lo feito - falta de tempo. Além do início das provas, estamos na reta final das atividades junto à universidade e entrando no período de viagens, de modo a tirar o atraso e conhecer o máximo possível das redondezas de Hamburg.
Falando em provas, fiz a Direito Ambiental na terça-feira passada (26.01). Nas aulas éramos eu e uma erasmus francesa, Olivia. Uma coisa importante, que deve ser dita, é que os alunos estrageiros têm a prerrogativa de submeterem-se a uma prova oral (mundliche Prüfung), ao invés da tradicional prova escrita (Klausur). No início do semestre deve-se comunicar a todos os professores a situação de intercambista, que eles de imediato marcam a data da prova para o final do semestre, depois da prova com os alunos alemães. Não fosse assim, ia ter muito erasmus com o pé fundo na lama.
Para cada disciplina há apenas uma prova por semestre. O sistema de notas compreeende uma escala que vai de zero a dezoito valores. Para minha surpresa, com cinco valores o aluno já é aprovado. A contrapartida é que nem os gênios conseguem alcançar a maior nota. Cada professor possui um Script, que fica a disposição dos alunos na biblioteca ou em livrarias pelo campus, por preço relativamente baratos (comparados com manuais convencionais).
Minha prova de Ambiental deveria ter sido baseada no Script - que contem lições teóricas, polêmicas e contradições do sistema alemão, mas pouco aprofundamento dogmático. Porém o professor optou por colocar perguntas, cujas respostas apenas encontravam-se nos códigos. Esse pequeno detalhe nos prejudicou, a mim e à Olivia, imensamente. Sabíamos as repostas às questões, mas não apontar em cada código o artigo respectivo. Isso me deixou chateado, porque não deveríam cobrar conhecimentos positivados, mas sim teóricos, que possam ter utilidade no país de origem do estudante. O bom é que, no final de contas, passei na disciplina.
Esperemos como serão as próximas. Por ordem, são: Direito Internacional Público, Direito Europeu e Direito de Marcas e Patentes.
domingo, 31 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Frente Fria nº 3
Brrrr... Caros amigos e compatriotas, que neste momento desfrutam um sol de queimar, debaixo de temperaturas alucinantes, que beiram os 37 graus. Estamos entrando na mais nova frente fria do norte da Alemanha, sendo que Hamburgo encontra-se no epicentro.
Há 20 anos não se registrava um inverno tão rigoroso assim. Desde o dia de 18 de dezembro (mais ou menos) a temperatura apenas esteve acima de zero durante dois dias. Agora, despencou novamente. Mas dessa vez, as previsões apontam singelos -14 graus na segunda-feira. Ontem fez menos sete e já estava muito frio.
Até isso está sendo incrível. Saber como se vive num congelador, ou ainda, como vivem os pinguins! Desde que isso não atrapalhe os planos, por aqui, está tudo bem. Mas devo esperar até segunda, para saber se -14 atrapalha alguma coisa ou não...
Forte abraço!
Há 20 anos não se registrava um inverno tão rigoroso assim. Desde o dia de 18 de dezembro (mais ou menos) a temperatura apenas esteve acima de zero durante dois dias. Agora, despencou novamente. Mas dessa vez, as previsões apontam singelos -14 graus na segunda-feira. Ontem fez menos sete e já estava muito frio.
Até isso está sendo incrível. Saber como se vive num congelador, ou ainda, como vivem os pinguins! Desde que isso não atrapalhe os planos, por aqui, está tudo bem. Mas devo esperar até segunda, para saber se -14 atrapalha alguma coisa ou não...
Forte abraço!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
O segredo da Ryanair...
Segundo, economiza em pessoal. Um avião normal tem tripulação composta por oito pessoas. Na Ryanair voam apenas cinco. Terceiro, não se pode despachar bagagem (o permitido são 10 quilos, em bag de mão). Quarto, o serviço de bordo é todo pago (6,00 euros um sanduíche). Quinto, opera também nos trechos terrestres entre os aeroportos e a cidade de destino, com ônibus próprios.
Assim camarada, até eu... Mas não deixa de ser visionária. Pena que já acabaram os voos de 0,01 cêntimo de euro...
Stockholm - A capital da Escandinávia
Assim se auto-intitula a capital sueca - não à toa. Entre os dias 15 e 17 de Janeiro visitei esta cidade incrível. Mais uma que certamente entrou na lista das mais lindas que já vi.
Após sete horas de viagem (entre dois ônibus e avião), chegamos em Stockholm às 9 da noite, na sexta-feira. De seguida, foi deixar as malas no albergue e fazer o primeiro reconhecimento da área. O albergue é um navio do século passado retirado. Dormimos em cabines no próprio navio - uma experiência interessante.
Com seus aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, Stockholm é uma cidade em meio a ilhas, rio e mar. A temperatura no inverno gira em torno de -15 graus Celsius, sendo que tivemos sorte, já que não desceu abaixo de -3 durante o período em que a visitamos. Mesmo assim, acreditem, isso é muito frio. A cidade possui uma arquitetura única, com prédios antigos e imponentes em toda esquina. É como caminhar num museu ao céu aberto. O bairro de Old Town é particularmente belo, em função da ruas estreitas e enladeiradas, repletas de bares e restaurantes, que lembram em diversos aspectos a baixa de Coimbra ou o Rossio em Lisboa.
A Suécia adota como sistema político uma monarquia parlamentarista - semelhante à britânica, porém ainda mais simbólica, na qual os membros da "realeza" não devem, em hipótese alguma, expressar posição política. Há vários monumentos na cidade que remetem à realeza - palácio real, biblioteca real, jardim real etc.
A língua é o sueco, um misto de inglês e alemão, com apenas alguns fonemas diferentes. Ao ler cartazes na rua, conseguia pegar algumas coisas, mas apenas ouvindo não chego lá. Um exemplo: ajuda em inglês é Help; em alemão é Hilfe. Em sueco é Hälfe (o "ä" tem som de "e").
Uma desvantagem não apenas de Stockholm, como também de outras cidades nórdicas, está no custo de vida - colocou Hamburg no chinelo. A população paga impostos embutidos em tudo, que depois são revertidos em qualidade de vida. Assim, o Estado garante uma porção de coisas. O país não ingressou na zona Euro e adota como moeda a Coroa Sueca (10 coroas valem 1 euro). No primeiro dia, pagamos 6 euros numa cerveja normal ("Abro", 400ml) num bar/discoteca. No segundo dia, foi a vez de uma Mariestads por 5,40 euros, num bar de estudantes (só na fama).
Falando em cerva, há uma lei nacional em vigor que visa proteger os bares locais e evitar o consumo de bebidas por menores de idade (20 anos). Os supermercados e kiosques só podem vender cervejas com, no máximo, 3,5% de volume alcólico, ou seja, água com aroma. Para as bebidas mais fortes há uma loja específica, mas que fecha as portas às 7 da noite e não abre aos domingos... Com isso, resta a opção de beber nos bares, onde o preço é o que coloquei há pouco. É isso, ou comprar com antecedência e organizar uma festa privada.
Uma viagem agradável, numa cidade belíssima. Mas que deve ser infinitamente mais encantadora no verão. Fico devendo uma visita nesse temporada. Seguem algumas fotos. Reparem no branco não... deve ser problema de minha máquina...
Abraços as todos!
Após sete horas de viagem (entre dois ônibus e avião), chegamos em Stockholm às 9 da noite, na sexta-feira. De seguida, foi deixar as malas no albergue e fazer o primeiro reconhecimento da área. O albergue é um navio do século passado retirado. Dormimos em cabines no próprio navio - uma experiência interessante.
Com seus aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, Stockholm é uma cidade em meio a ilhas, rio e mar. A temperatura no inverno gira em torno de -15 graus Celsius, sendo que tivemos sorte, já que não desceu abaixo de -3 durante o período em que a visitamos. Mesmo assim, acreditem, isso é muito frio. A cidade possui uma arquitetura única, com prédios antigos e imponentes em toda esquina. É como caminhar num museu ao céu aberto. O bairro de Old Town é particularmente belo, em função da ruas estreitas e enladeiradas, repletas de bares e restaurantes, que lembram em diversos aspectos a baixa de Coimbra ou o Rossio em Lisboa.
A Suécia adota como sistema político uma monarquia parlamentarista - semelhante à britânica, porém ainda mais simbólica, na qual os membros da "realeza" não devem, em hipótese alguma, expressar posição política. Há vários monumentos na cidade que remetem à realeza - palácio real, biblioteca real, jardim real etc.
A língua é o sueco, um misto de inglês e alemão, com apenas alguns fonemas diferentes. Ao ler cartazes na rua, conseguia pegar algumas coisas, mas apenas ouvindo não chego lá. Um exemplo: ajuda em inglês é Help; em alemão é Hilfe. Em sueco é Hälfe (o "ä" tem som de "e").
Uma viagem agradável, numa cidade belíssima. Mas que deve ser infinitamente mais encantadora no verão. Fico devendo uma visita nesse temporada. Seguem algumas fotos. Reparem no branco não... deve ser problema de minha máquina...
Abraços as todos!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Stockholm - malas prontas
Já estou com malas prontas para conhecer essa famosa cidade, capital da Suécia, sede da primeira IKEA. Na verdade, malas não, porque o voo com Ryanair só permite a bagagem de mão (max. 10 kg.). Mas para um final de semana será mais do que suficiente - além do que a passagem custou apenas dois euros.
Vamos eu e Jatin, italiano da região do Süd-Tirol (fronteira com a Áustria), onde o alemão é a língua materna. O hostel ficou por 19 euros a dormida, em quartos tipo dormitório. Chegando lá, Jatin tem um amigo que se disponibilizou a fazer um giro pela cidade e mostrar o lugares interessantes de Stockholm.
A temperatura está na faixa de -14º, ou seja, frio congelante. Preparei o casaco forte de inverno e alguns pullovers. Vamos ver como um nordestino se sai nesse cenário glacial. Como já estou com câmera, esperem novas fotos.
Essa viagem promete!
Vamos eu e Jatin, italiano da região do Süd-Tirol (fronteira com a Áustria), onde o alemão é a língua materna. O hostel ficou por 19 euros a dormida, em quartos tipo dormitório. Chegando lá, Jatin tem um amigo que se disponibilizou a fazer um giro pela cidade e mostrar o lugares interessantes de Stockholm.
A temperatura está na faixa de -14º, ou seja, frio congelante. Preparei o casaco forte de inverno e alguns pullovers. Vamos ver como um nordestino se sai nesse cenário glacial. Como já estou com câmera, esperem novas fotos.
Essa viagem promete!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Comida na Alemanha
Um tópico bem rápido, porém de extrema importância: comida.
A solução para todo estudante é a cantina universitária (Mensa). Na Uni-Hamburg há 3 mensas, todas pagas, mas com diferentes opções. Todos os dias temos quatro menus: campus especial, vegetariano, pastas e o "mais em conta" (preiswertig). Geralmente, todos são comestíveis. Alguns dias inovam, com culinária asiática e africana. Há também muitas opções de saladas, sopas e sobremesas.
O alemão é carnívoro por natureza. Só não entra carne na salada e no menus vegetariano. De resto, todos incluem Kassler ou Wurst (linguiça) de diversos tipos. Cada cidade alemã tem sua própria especialidade. Na Mensa servem todas. Esse prato aí em cima é kassler com linguiça krakaw, batata cozida e grün kohl (couve). Esse é o mais comum aqui.
Pra quem prefe algo mais leve, há sempre a opção casa. Na residência há uma cozinha bem-equipada, mas só de pensar em colocar a água pra esquentar, já me pego a caminho do ônibus, pra universidade, mesmo em dias quando não tenho aula.
A culinária não é, sem sombra de dúvidas, o ponto forte dos alemães.
A solução para todo estudante é a cantina universitária (Mensa). Na Uni-Hamburg há 3 mensas, todas pagas, mas com diferentes opções. Todos os dias temos quatro menus: campus especial, vegetariano, pastas e o "mais em conta" (preiswertig). Geralmente, todos são comestíveis. Alguns dias inovam, com culinária asiática e africana. Há também muitas opções de saladas, sopas e sobremesas.
O alemão é carnívoro por natureza. Só não entra carne na salada e no menus vegetariano. De resto, todos incluem Kassler ou Wurst (linguiça) de diversos tipos. Cada cidade alemã tem sua própria especialidade. Na Mensa servem todas. Esse prato aí em cima é kassler com linguiça krakaw, batata cozida e grün kohl (couve). Esse é o mais comum aqui.
Pra quem prefe algo mais leve, há sempre a opção casa. Na residência há uma cozinha bem-equipada, mas só de pensar em colocar a água pra esquentar, já me pego a caminho do ônibus, pra universidade, mesmo em dias quando não tenho aula.
A culinária não é, sem sombra de dúvidas, o ponto forte dos alemães.
