
Depois da festa de ontem, almocei hoje na casa de Albana, do Kosovo. Ela preparou um prato típico albanês, chamado Hallev, em homenagem ao dia de independência da Albânia - 28 de novembro de 1912. Segundo Albana, esse prato é árabe, em função da religião predominante no país - islamismo. A região onde hoje fica a Albânia foi durante muitos anos dominada pelo império turco, que aos poucos sedimentou o islamismo no local.
O Hallev é essencial nas comemorações de independência e é simplérrimo. Em alguns aspectos, a vida nos balcãs lembra a vida no nordeste brasileiro - sofrida. Os ingredientes são: farinha de trigo, açucar e manteiga. Ao final, ganha a forma de um bolo e gosto é esquisito. Não fosse pelo açúcar, seria um pão. Ainda bem que não foi a refeição principal!
Mais uma vez, tive uma aula de História. Albana esboçou um pouco da conjuntura política dos últimos anos na região da ex-Iugoslávia. Em poucas linhas, depois da segunda guerra mundial, foi regida pelo Partido Comunista, na figura do marechal Tito, que governou até 1980. A idéia de uma República Iugoslávia unida, durante esses anos, foi imposta a força. As diversas repúblicas que a compunham possuíam religiões distintas, costumes diversos e até mesmo rivalidades históricas. Alguma semelhança com a África?
Com a morte de Tito, as Repúblicas desmembraram-se e instaurou-se uma guerra civil no local. No caso da Albânia, o conflito era contra os Sérvios, que controlaram o país durante alguns anos. Grupos armados iniciaram a guerra, que se prolongou durante anos. Recusavam-se a ser controlados pelo Estado Sérvio.
Em 1999 a OTAN interveio no conflito, depois de denúncias internacionais de massacres perpetrados pelo exército sérvio em diversas aldeias albanesas. O bombardeio durou mais de 3 meses, durante todos os dias. De alguns anos pra cá a situação melhorou, mas ainda existe a tensão entre os povos. Isso foi somente uma explicação relâmpago sobre a política e história no local, que costuma ser esquecido em meio aos "grandes" europeus. Procurarei saber mais e precisar melhor essas informações.
No mais, é isso aí. Vivendo e sugando ao máximo cada experiência durante esse intercâmbio!


















